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Embrapa aborda o manejo da praga em eucaliptos e pínus

Vídeo explicativo tem como tema o manejo desta que é considerada a principal praga dos plantios florestais

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26/02/2021 |
Os prejuízos causados pelas formigas cortadeiras começam já na fase inicial dos plantios de pínus e eucalipto, e podem ser irreversíveis por causa da fragilidade das mudas. As plantas jovens e adultas também sofrem com as desfolhas intensas e constantes, que podem afetar significativamente o volume final de madeira. Para realizar o controle efetivo das formigas cortadeiras é fundamental conhecer as diferenças e características de cada gênero, assim como o momento e a forma correta de ação.

Para abordar com profundidade esse assunto, a Embrapa Florestas e a Empresa de Pesquisa e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) irão lançar, no dia 1º de março, às 14 horas, no canal da Embrapa no Youtube, o vídeo técnico “Manejo de formigas cortadeiras em plantios de eucalipto e pínus”. Neste evento, irão participar Altair Silva, secretário da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural de Santa Catarina, Erich Schaitza, chefe geral da Embrapa Florestas, Edilene Steinwandter, presidente da Empresa de Pesquisa e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri),  e o pesquisador Wilson Reis Filho, da Epagri-Embrapa Florestas.

Mais de 15 anos de pesquisas, conduzidas pela Embrapa Florestas, Epagri e Universidade Federal do Paraná (UFPR), com apoio do Fundo Nacional de Controle de Pragas Florestais (Funcema), sobre a dinâmica populacional e danos de formigas cortadeiras em plantios florestais na região sul, demonstram que vários fatores devem ser levados em consideração para o manejo de formigas cortadeiras em plantios florestais. Entre eles estão o gênero do plantio florestal (se é pinus ou eucalipto), se a área é de implantação ou reforma, o tempo de pousio entre o corte raso e o novo plantio, o manejo florestal do plantio anterior, a época de plantio, o manejo de plantas daninhas, se a área a ser plantada faz divisa com florestas nativas e o gênero de formiga cortadeira encontrada no plantio.

De acordo com o pesquisador Wilson Reis Filho, até pouco tempo atrás, o controle de formigas era realizado de maneira padronizada, não levando em consideração as particularidades de cada região e o comportamento de cada gênero de formigas nesses plantios. “Por isso, vimos a necessidade de apresentar um material visual que mostrasse todos os aspectos que interferem no manejo de formigas cortadeiras em plantios florestais. Esta atividade é essencial para a sanidade dos plantios florestais e demanda planejamento, para ser executado com eficácia, segurança e com menos custos”, afirma Reis Filho.

No Brasil, os plantios de eucalipto ocupam quase 6 milhões de hectares e estão distribuídos por quase todo o território nacional. Já os plantios de pínus ocupam quase 2 milhões de hectares e estão concentrados principalmente na região Sul. Tanto as formigas quanto sua voracidade são diferentes, dependendo do cultivo e da idade do plantio. As formigas cortadeiras pertencem a dois gêneros: Atta e Acromyrmex. As formigas do gênero Atta são conhecidas como saúvas, e as do gênero Acromyrmex são conhecidas como quenquéns. “As saúvas atacam durante todo o ciclo florestal, podendo trazer grandes prejuízos na produção final de madeira. Já as quenquéns atacam as plantas apenas no início do plantio, ou enquanto houver a aplicação de herbicidas, no caso de plantios de pinus”, afirma Mariane Aparecida Nickele, consultora do Funcema.


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Editor RuralNews
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